Campbell's por Andy Warhol faz 50 anos - Folha SP
Em homenagem aos 25 anos da morte do artista, exposição no Museu da Imagem e do Som vai até o dia 24 JÚNIOR MILÉRIO, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Mundo Gastronômico
Em homenagem aos 25 anos da morte do artista, exposição no Museu da Imagem e do Som vai até o dia 24 JÚNIOR MILÉRIO, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A gastronomia no Brasil vem passando por um processo significativo de transição. Da alta gastronomia buscando raízes culturais e regionais nos pratos mais simples, a comida popular tentando incluir ingredientes diferentes e sofisticados. Em consequência desse movimento - aparentemente contraditório, mas igual em essência - a população de gourmets e gastrônomos cresce vertiginosamente. O que antes era um movimento elitizado, hoje atinge a sociedade como um todo, seja por questões de saúde - na questão dietética ou na busca de alimentos mais saudáveis e seguros, ou por status social – uma vez que “comer bem” virou moda e todos querem estar por dentro do assunto. Nós estamos mesmo evoluindo no assunto gastronomia. Hoje reconhecemos a comida regional, admiramos a cultura gastronômica estrangeira, e estamos à busca de novas experiências. Queremos provar novos sabores, entender a origem de determinados alimentos, discutir técnicas culinárias, enfim, experimentar. Temos fome de saber e de comer. Mas ainda há muito a se esclarecer no campo da gastronomia. A dita alta gastronomia parece ser apenas aquela ligada apenas a restaurantes caros, com pratos sofisticados, decoração luxuosa, Chefs estrelados e com uma reverência próxima à idolatria. Já por comida de rua entende-se apenas um meio de oferecer alimento barato, nem sempre seguro e com pouca qualidade. A essa visão equivocada escapa o quanto há de referência cultural e histórica, e de nossa própria identidade nos pratos mais comuns. Tampouco dá conta do quanto um Chef de sucesso já estudou e pesquisou alimentos, aperfeiçoou técnicas e aprimorou suas receitas. Assim, nos parece um movimento natural nessa evolução apresentar a gastronomia como movimento cultural, com técnicas profissionais e conceito apurado, ao grande público. Queremos tornar a boa comida acessível, enaltecer o valor de um bom prato para muito além dos seus ingredientes e mostrar que é possível unir alta gastronomia e comida de rua. Queremos ensinar e aprender. Mas, sobretudo, queremos que a gastronomia seja reconhecida também como expressão cultural, integrando o maior evento da cidade. E, sem esquecer que comer é uma necessidade básica, queremos “alimentar os que têm fome”, praticando, assim na Virada Cultural de 2012, a profissão em sua essência: preparar, vender e servir alimentos de qualidade. Serviço: Domingo, 6 de maio Das 8h às 20h No Minhocão (Viaduto Pres. Costa e Silva) Acesso pelas ruas Sebastião Pereira (altura do número 90), Ana Cintra (altura do 200) e Helvétia (altura do 800). Capacidade: em média 2 mil refeições por chef/barraca Preços acessíveis (R$5 a R$15) Contato: KQi Produções chefsnarua@kqi.com.br
Minha aluna do SENAC,SP me pediu a receita há alguns dias, e hoje, assim que acordei, lembrei que hoje é dia de pancakes e eu ainda não mandei a receita para a Marília! Então, aí vai minha receita favorita, tirada do livro que considero a “bíblia da cozinha americana” (The Joy Of Cooking, de Irma Rombauer) com um ingrediente adicional: meus comentários!
Como não poderia deixar de ser, escrevo salivando de vontade... vou prepará-las em seguida também.
Mas, antes, é importante deixar claro que as pancakes americanas nada têm a ver com a nossa panqueca brasileira, e sua espessura (quando bem feita) não permite recheios, mas sim algumas misturas leves e em pequena quantidade na massa, ou uma bela cobertura de manteiga, na panqueca ainda quentinha e um generoso fio de xarope de bordo que, a quem preferir, pode derramar o novelo inteiro.
RECEITA BÁSICA
Você precisará de:
- uma chapa, ou frigideira grande de fundo plano, antiaderente ou de ferro fundido.
- duas tigelas fundas (bowl) para misturar a massa
- medidores de xícara e colher (essa receita é caseira!)
- um fouet (batedor de arame)
- uma concha
- manteiga ou óleo para untar com auxilio de um pincel de cozinha
Misture bem numa tigela grande:
- 1 ½ xíc. farinha de trigo
- 3 colheres sopa de açúcar
- 1 ½ colher de chá de fermento em pó
- ½ colher de chá de sal
Misture num outro recipiente:
- 1 ½ xíc. leite
- 3 colheres sopa de manteiga sem sal, derretida (mas não quente)
- 2 ovos grandes
- ½ colher de chá de essência de baunilha (opcional - a de baunilha para a massa básica, ou vario, de acordo com o meu humor e com a essência que melhor combinar com os ingredientes adicionais - a de amêndoas é minha preferida, e se usar a baunilha em vagem fica divina!)
Derrame os ingredientes líquidos sobre os secos e misture levemente, até ficar homogêneo.
Detalhe: esse processo deve ser feito com muita delicadeza, sem bater, para não desenvolver o glúten do trigo, o que tornaria a massa dura e pesada. É preferível deixar algumas bolhas de farinha que desenvolver o glúten da massa.
Essa massa deve ser leve e flutuar na chapa como uma nuvem!
Se preferir, acrescente um ou mais dos ingredientes abaixo:
(A receita pede meia xícara, mas eu uso menos para não “pesar” a massa. Eu prefiro purinha. Mas as vezes é bom variar.)
- ½ xic. Uvas passas
- ½ xic. “Blueberries”ou Amoras frescas (se congeladas, deve-se tirar o excesso de água)
- ½ xic. Nozes picadas , torradas
- ½ xic. Bananas em fatias finas ou amassadas
- ½ xic. Queijo ralado (qualquer queijo mais firme, experimente usar queijo coalho)
- ¼ xic. Chocolate meio amargo ou ao leite (em gotas é melhor)
- ¼ xic.
Com uma concha, despeje as panquecas sobre a chapa quente levemente untada.
Vão aparecer “bolhas” na superfície (que se tornarão pequenos buracos)... Quando as bolhas começarem a secar, vire-as para que assem do outro lado por alguns segundos.
A massa fica esponjosa e absorve rapidamente o que você passar por cima.
Deve ser servida ainda quente com manteiga e maple syrup (xarope de bordo) ou mel, melaço, geléia, creme de avelãs com chocolate, ou até mesmo um cream cheese... ou o que lhe der vontade.
Chega, preciso correr para a cozinha.
Bom apetite e bom domingo!